The Dandy Warhols: Lisergia Pop

Dica pré-resenha: Enquanto lê a critica, deixa o video rolando 🙂

Dandy Warhols é a cria lisérgica entre Velvet Underground e Rolling Stones. Essa descrição já deveria ser o suficiente para qualquer um respeitar essa banda. Uma pitada de Love & Rockets aqui e outra de Ride ali e temos em mãos a combinação perfeita entre pop, rock e integridade, coisa rara hoje em dia.

Já com o primeiro disco independente carregando um título pretensioso (Dandy’s Rule, Ok? 1995), o grupo nunca fez questão de esconder suas influências. Canções como “Lou Weed” e “Ride” provam isso, e também rendem um grau de honestidade à banda, diferente de muitos “artistas” que insistem na suposta originalidade. Aliás, o que há de errado em ser influenciado pelo Velvet e pelos Stones? Apesar da banda ser do estado americano de Oregon, até o terceiro álbum o grupo alcançou sucesso apenas na Europa. As gravadoras americanas não gostavam dos álbuns pois não tinham hits suficientes, o que fez com que a banda apostasse o sucesso em solo europeu.

Com o 4° disco pronto, a banda conseguiu formular um pop honesto com muita alma. Thirteen Tales From Urban Bohemia é um clássico perfeito. Mais eclético e menos “atropelado” que os três primeiros álbuns, esse é um álbum focado e trabalhado na estrutura simples das composições. Músicas como “Godless” e “Nietzsche” são épicos com mais de 5 minutos e perfeitamente acessíveis à qualquer ouvido desatento. As qualidades intangíveis das músicas do Dandy Warhols são as mesmas de qualquer canção popular da moda: mais grudentas que chiclete, vicia nos primeiros 5 segundos e fica no seu cérebro. A grande diferença aqui é a influência óbvia dos grandes nomes do rock. A atmosfera do disco tem um tom sarcástico de uma banda que esta fazendo o que quer e não se leva muito a sério. Tipo de coisa que admiro.

Já experimentou sintonizar em qualquer estação de radio hoje em dia? Muita porcaria enlatada. Claro que as rádios são, em sua maioria, veículos de tudo que é medíocre. Mas Dandy Warhols é o tipo de pop “fácil” que eu queria ouvir nas rádios. Parte disso vem das influências mas também das letras muito bem elaboradas. Um bom exemplo das letras do grupo que os distanciam de tudo que é musicalmente descartável é a faixa “Mohammed“:

Again and again
I get up and say:
I only want to get it right
I only want to do the right thing
But all these demons, harass my soul.
No one can say that they’re an island
When all this freedom you get is a lie

Como sou do tipo que analisa profundamente as letras das bandas que eu curto, canções como essa chamam minha atenção com muita facilidade. São 8 álbuns desde 1995 e cada um na direção certa com sua sonoridade acessível. A grande diferença entre Thirteen Tales Of Urban Bohemia e os outros discos é a excelente produção, ritmos hipnóticos e camada sobre camada de música excelente são o que fazem desse disco uma experiência perfeita com o headphone certo. Recomendo!

 

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