Porcupine Tree: Progressividade e Peso.

Como diria Jack o Estripador, vamos por partes: Porcupine Tree foi uma piada musical de Steven Wilson. Em 1992, o multi-instrumentista resolveu criar uma banda fictícia de rock progressivo psicodélico dos anos 70 (até inventou uma biografia falsa, algo como Spinal Tap). Gravou discos super longos com músicas de 20 minutos e espalhou pelos circuitos underground de Londres.  O que ninguém esperava era a qualidade sensacional das composições. Os CDs caseiros espalhados por Londres logo viraram verdadeiras raridades. Todos queriam saber sobre a banda dos anos 70 que ninguém e nenhum crítico nunca ouviram falar.

Em certo momento, Wilson percebeu o potencial das músicas que estava criando com seus companheiros (apesar da maioria ser gravada pelo próprio, sozinho em um estúdio) e resolveu abrir o jogo sobre a pegadinha. Foram 16 álbuns de 1992 até 2010, e o cara promete continuar.

Resumindo o Porcupine Tree em apenas uma frase: A progressividade do Pink Floyd revisitada e mais pesada. Falo de consciência limpa quando digo que bandas como Tool e Porcupine Tree são o máximo que essa geração pode esperar de algo parecido com o King Crimson e Pink Floyd. O que realmente interessa, é que Wilson é um mestre em criar composições belíssimas, longas e dinâmicas de conteúdo avassalador. Guitarrista impecável e arranjador magistral, Wilson é sempre requisitado para gravações de outros artistas do mesmo seguimento. Genialidade e audácia em um só projeto.

Steven Wilson

Conectar novas tendências sonoras com algo que o Pink Floyd fez décadas atrás não é para qualquer um. Deixo as músicas do “grupo” para contar melhor sua história e seu estilo, ou ficaria escrevendo aqui por dias!

Anúncios
Esse post foi publicado em Música. Bookmark o link permanente.

3 respostas para Porcupine Tree: Progressividade e Peso.

  1. Rodrigo Arruda disse:

    Olá, descobri seu site através do Pipoca & Nanquim!
    Assim com escreve bem sobre games lá, seus textos sobre músicas são ótimos. Eu adoro Porcupine Tree e Tool, sou um orfão de Floyd e essas duas bandas vieram suprir uma lacuna em minha vida desde o lançamento do PULSE em 95.

    Já está nos favoritos!

    Valeu!

  2. chacel disse:

    Valeu Rodrigo!

    Escrevo aqui no mínimo uma vez por semana, como estou em viajem, não tenho escrito tanto. Mas a partir de segunda-feira (dia 27) isso muda!

    Que bom que gosta dos textos! Valeu pela visita.

  3. Pingback: Opeth: Homenagem à uma herança |

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s